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LABACE 2026: recorde de público, grandes negócios e o retorno da Bombardier ao Campo de Marte

LABACE 2026: exposição de aeronaves no Campo de Marte, em São Paulo


21ª edição da maior feira de aviação de negócios da América Latina recebeu 17.200 visitantes e mostrou um mercado brasileiro em expansão, com novos jatos, tecnologias, negócios e investimentos em suporte e infraestrutura


Por Herbert Monfre | MAIS QUE VOAR


A LABACE 2026 terminou em São Paulo deixando uma mensagem clara: a aviação de negócios brasileira atravessa uma nova fase de crescimento.


Realizada entre os dias 4 e 6 de agosto de 2026, no Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, a 21ª edição da LABACE – Latin American Business Aviation Conference & Exhibition recebeu 17.200 visitantes, um crescimento de 23% em relação aos 14 mil registrados em 2025.


Além do público recorde, a organização estima que a edição tenha movimentado aproximadamente US$ 200 milhões em negócios, embora o número ainda estivesse em fase de fechamento no momento da divulgação dos resultados.


Durante três dias, o Campo de Marte voltou a ser o ponto de encontro de fabricantes de aeronaves, operadores, empresários, pilotos, empresas de manutenção, fornecedores de tecnologia, prestadores de serviços, representantes comerciais e profissionais de toda a cadeia da aviação de negócios.


Mas a LABACE 2026 teve características que foram além dos números.


A feira marcou o retorno da Bombardier à exposição estática, trouxe o Challenger 3500 ao público brasileiro, colocou o Citation Latitude entre os destaques da exposição da TAM Aviação Executiva, apresentou ao mercado brasileiro a nova geração Daher TBM 980, marcou a chegada do HondaJet Elite II ao país e mostrou uma aviação executiva cada vez mais orientada por automação, conectividade, segurança e eficiência operacional.


Para o MAIS QUE VOAR, a edição de 2026 também representou mais um capítulo de uma história que já dura 16 anos.



MAIS QUE VOAR: 16 anos acompanhando a LABACE



A relação do MAIS QUE VOAR com a LABACE começou em 2010.


Desde então, o portal acompanha presencialmente a evolução da principal feira de aviação de negócios da América Latina, registrando aeronaves, fabricantes, novidades e transformações que marcaram o setor brasileiro.


MAIS QUE VOAR foi fundado em abril de 2008 e já ultrapassou a marca de 2 milhões de visitas, construindo ao longo dos anos um arquivo de conteúdo dedicado à aviação brasileira e internacional.


A história da própria LABACE é anterior a esse período. A primeira edição foi realizada em 2003, em São Paulo, reunindo a ABAG e a NBAA em um evento dedicado à aviação de negócios na América Latina.


Em 2006, a feira não foi realizada em razão das obras de ampliação e adequação do Aeroporto de Congonhas. O evento retornou no ano seguinte e, posteriormente, passou por diferentes configurações até chegar ao formato atual no Campo de Marte.


Quando MAIS QUE VOAR começou a acompanhar a LABACE presencialmente, em 2010, a feira ainda acontecia em Congonhas.


Passados 16 anos, a diferença é evidente.


A tecnologia mudou, as aeronaves evoluíram, novos fabricantes ganharam espaço e o mercado brasileiro passou a ocupar uma posição cada vez mais estratégica para a indústria mundial.


A LABACE 2026 foi, nesse sentido, um retrato dessa transformação.



17.200 visitantes mostram a força do mercado brasileiro



Os números apresentados no encerramento da LABACE ajudam a explicar o ambiente encontrado no Campo de Marte.


A feira recebeu 17.200 visitantes, contra 14 mil em 2025.


O crescimento de 23% acontece justamente em um momento de forte expansão da aviação de negócios brasileira.


Durante a feira, a Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG) apresentou dados segundo os quais a movimentação de aeronaves da aviação de negócios cresceu 33% no primeiro semestre de 2026, considerando pousos e decolagens.

LABACE 2026 – Flávio Pires, Presidente da ABAG - Associação Brasileira de Aviação Geral


A expectativa da entidade é que o Brasil ultrapasse 1,2 milhão de pousos e decolagens ao longo de 2026.


Em 2025, foram aproximadamente 1,1 milhão de movimentos.


Outro indicador importante é a frota.


O Brasil chegou a 11.362 aeronaves, segundo os dados apresentados pela ABAG durante o evento. Nos últimos três anos e meio, o país incorporou, em média, aproximadamente 650 aeronaves por ano.


O crescimento não acontece de maneira isolada.


Quando mais aeronaves entram em operação, aumentam também a demanda por manutenção, peças, hangares, treinamento, seguros, infraestrutura aeroportuária, gerenciamento, conectividade e serviços especializados.


É justamente esse ecossistema que a LABACE reúne.



O retorno da Bombardier à exposição estática



Um dos momentos mais significativos da LABACE 2026 foi o retorno da Bombardier à exposição estática da feira depois de vários anos de ausência.


A fabricante canadense levou ao Campo de Marte o Challenger 3500, um dos principais modelos do segmento super-midsize.


LABACE 2026: Bombardier Challenger 3500 em exposição no Campo de Marte, em São Paulo


A presença teve peso especial para quem acompanha a LABACE há muitos anos.


Depois de um período sem uma aeronave da Bombardier na exposição estática, o retorno em 2026 trouxe novamente uma das principais fabricantes de jatos executivos do mundo para o pátio da feira.


A participação fez parte de uma turnê latino-americana do Challenger 3500, que passou por diferentes mercados estratégicos da região.


O modelo apresentado em São Paulo combina uma cabine de alto padrão com desempenho destinado a operações de médio e longo alcance.

LABACE 2026: Cabine de passageiros do Bombardier Challenger 3500 em exposição no Campo de Marte, em São Paulo


O Challenger 3500 possui alcance de aproximadamente 3.400 milhas náuticas, cerca de 6.300 quilômetros, e velocidade máxima de Mach 0,83.


Com essas características, a Bombardier posiciona o modelo para operações que conectam importantes centros empresariais sem escalas, incluindo rotas como São Paulo–Bogotá e São Paulo–Cidade do Panamá.

LABACE 2026: Cockpit do Bombardier Challenger 3500 em exposição no Campo de Marte, em São Paulo


A fabricante também destaca a eficiência operacional do modelo e os recursos de conforto e tecnologia da cabine.



Suporte ao cliente também é parte da estratégia



A presença da Bombardier na LABACE 2026 não se limitou ao avião exposto.


A fabricante destacou também sua estrutura de suporte aos operadores latino-americanos.


No Brasil, a rede inclui o MAGA Aviation, no Aeroporto Internacional Catarina, em São Roque, São Paulo, como Centro de Serviço Autorizado.


A estrutura oferece serviços de manutenção de linha, peças e ferramentas para as famílias Global, Challenger e Learjet.


Para a região, a Bombardier também conta com o centro de serviços de Miami Opa-Locka, nos Estados Unidos.


O movimento mostra uma característica cada vez mais importante do mercado brasileiro: vender uma aeronave é apenas o início do relacionamento com o cliente.



TAM Aviação Executiva: a maior expositora da LABACE



Se houve uma empresa que dominou visualmente a exposição estática da LABACE 2026, foi a TAM Aviação Executiva.


Pelo nono ano consecutivo, a companhia foi a maior expositora da feira, levando oito aeronaves ao Campo de Marte.


O conjunto representou praticamente todo o espectro de seu portfólio: jatos executivos, turboélices, aeronave a pistão e helicópteros.

LABACE 2026: estande da TAM Aviação Executiva no Campo de Marte, em São Paulo


Entre os modelos apresentados estavam:


Cessna Citation Latitude

Cessna Citation CJ3+

Cessna Citation M2

Beechcraft King Air 360

Cessna Grand Caravan EX

Cessna Turbo Skylane

Bell 505 Jet Ranger X

Bell 429


A estratégia reforça o posicionamento da TAM Aviação Executiva como uma operação one-stop shop, reunindo comercialização de aeronaves, manutenção, treinamento, atendimento aeroportuário, hangaragem, fretamento, gerenciamento e administração de aeronaves.



O Latitude foi um dos destaques



Durante a cobertura da LABACE 2026, MAIS QUE VOAR esteve no estande da TAM Aviação Executiva e foi recebido por Luana Magalhães, que apresentou o espaço e as aeronaves da companhia.


Entre os modelos que mais chamaram atenção esteve o Cessna Citation Latitude.


O Latitude exposto no evento, de matrícula N475CL, é uma aeronave de demonstração da Cessna utilizada em apresentações a potenciais clientes e que integra uma turnê pelo Brasil.

LABACE 2026: Cessna Citation Latitude, registro N475CL, em exposição no Campo de Marte, em São Paulo


A aeronave apresenta atualização de aviônicos e uma configuração de cabine preparada dentro do padrão de apresentação da Cessna, incluindo design, acabamento e estofamento.

LABACE 2026: Cabine de Passageiros do Cessna Citation Latitude, registro N475CL, em exposição no Campo de Marte, em São Paulo


O Citation Latitude é um dos principais produtos da família Citation para o segmento de jatos executivos de médio porte.


LABACE 2026: Cockpit do Cessna Citation Latitude, registro N475CL, em exposição no Campo de Marte, em São Paulo


A aeronave possui capacidade para dois pilotos e até nove passageiros, além de aviônicos Garmin G5000 e cabine de piso plano.



N475CL: a aeronave de demonstração que esteve no Brasil



O N475CL merece atenção especial porque não se tratava simplesmente de uma aeronave exposta.


O avião está sendo utilizado pela Cessna em uma estratégia de demonstração e apresentação comercial no mercado brasileiro.


Durante a LABACE, o modelo chamou atenção justamente por permitir que potenciais compradores conhecessem de perto a configuração atualizada da aeronave.


Segundo as informações comerciais apresentadas para a aeronave, o valor chega a aproximadamente US$ 23,8 milhões, com previsão de entrega para o terceiro trimestre de 2028, nas condições comerciais correspondentes à configuração oferecida.


O dado é especialmente relevante porque mostra como o mercado brasileiro continua recebendo aeronaves de demonstração diretamente das fabricantes, permitindo que clientes conheçam os modelos antes de tomar decisões de compra.



TAM encerra a LABACE com 12 aeronaves comercializadas



Outro dado que chamou atenção durante o encerramento da feira foi o resultado comercial da TAM Aviação Executiva.


No último dia da LABACE 2026, a companhia divulgou em seu grande painel externo de comunicação a marca de 12 aeronaves comercializadas durante o evento.


O número reforça a importância da LABACE como ambiente de geração de negócios para o mercado brasileiro.


Mais do que uma exposição de aeronaves, a feira funciona como um grande ponto de encontro entre fabricantes, representantes, operadores e potenciais compradores.


A concretização de 12 vendas pela TAM durante os três dias mostra como as negociações iniciadas antes do evento podem chegar ao fechamento durante a feira.



TAM celebra certificações internacionais de segurança



A edição de 2026 também marcou uma conquista importante para a TAM Aviação Executiva na área de segurança operacional.


A companhia anunciou a obtenção simultânea das certificações IS-BAH e IS-BAO Estágio 3, concedidas pelo International Business Aviation Council (IBAC).


Segundo a empresa, a TAM passou a ser a única companhia da América Latina a possuir simultaneamente o terceiro nível das duas certificações.


O IS-BAH está relacionado às operações de atendimento em solo, enquanto o IS-BAO está voltado às operações de voo e ao gerenciamento de segurança.


As certificações representam uma evolução importante porque demonstram que os conceitos de segurança estão incorporados não apenas aos procedimentos operacionais, mas à estrutura de gestão da empresa.



TAM amplia serviços de manutenção



A estratégia de crescimento da companhia também passa pela manutenção.


Em 2026, a TAM ampliou sua estrutura de Mobile Service Center, com novas unidades nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste.


A proposta é permitir que determinadas inspeções, reparos e manutenções sejam realizadas fora da base principal da aeronave, reduzindo deslocamentos e tempo de indisponibilidade.


A empresa também ampliou sua atuação em conectividade de alta velocidade para aeronaves executivas, incluindo sistemas de internet via satélite.


Para determinados modelos, a instalação depende de Certificados Suplementares de Tipo (CSTs) aprovados pela ANAC.



Daher apresenta a nova geração TBM 980



Outro dos grandes destaques da LABACE 2026 veio da Daher Aircraft.


A fabricante apresentou ao mercado brasileiro o TBM 980, nova geração do turboélice executivo de alto desempenho.


O primeiro TBM 980 destinado a um cliente brasileiro foi entregue durante o evento.

LABACE 2026: Daher TBM em exposição no Campo de Marte, em São Paulo


A aeronave representa uma evolução significativa da família TBM e incorpora o novo sistema de aviônicos Garmin G3000 PRIME, com três telas touchscreen de 14 polegadas.


O TBM 980 pode atingir 610 km/h, ou 330 nós, de velocidade máxima de cruzeiro, com alcance máximo anunciado de 3.204 quilômetros.


A aeronave utiliza o motor Pratt & Whitney Canada PT6E-66XT, associado a uma hélice Hartzell de cinco pás e ao sistema FADEC.



Um segundo TBM 980 também foi anunciado



A presença da Daher no Brasil ganhou ainda mais relevância quando o empresário Cesar Augusto Olsen, fundador da Olsen Indústria e Comércio S/A, anunciou a aquisição de outro TBM 980.


O empresário já operava um TBM 850 e decidiu migrar para a nova geração.


Segundo Olsen, o TBM se tornou uma ferramenta importante para os deslocamentos relacionados aos negócios da empresa em diferentes regiões do Brasil.


O caso ilustra uma característica importante do mercado nacional: para empresários que precisam percorrer grandes distâncias, a aeronave executiva não é necessariamente apenas um meio de transporte.


Ela pode funcionar como uma ferramenta de produtividade.



Daher amplia rede de suporte no Brasil



A expansão da frota TBM também está provocando mudanças na estrutura de suporte.


Durante a LABACE, a Daher anunciou a entrada da UP Aviation, no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, e da Aeromecânica, com instalações em Curitiba e Ponta Grossa, na rede de centros de serviço autorizados.

LABACE 2026: Daher e UP Aviation fecham parcerias


As novas unidades se juntam à América do Sul, em Sorocaba, e à Voar Aviation, em Uberlândia.


A estratégia cria uma rede distribuída principalmente pelas regiões Sudeste, Sul e Centro do Brasil.

LABACE 2026: Daher Kodiak 100, registro PR-KDK em exposição no Campo de Marte, em São Paulo


A Daher informou ainda que seu centro próprio em Pompano Beach, na Flórida, iniciou o processo de certificação junto à ANAC para atender aeronaves TBM e Kodiak registradas no Brasil.


Hoje, aproximadamente 60 aeronaves TBM de diferentes versões estão em operação no país.



HondaJet Elite II é certificado no Brasil



Outro momento importante da LABACE 2026 foi a chegada do HondaJet Elite II ao mercado brasileiro.


A Honda Aircraft Company anunciou a primeira entrega do modelo no Brasil após a certificação de tipo pela ANAC.

LABACE 2026: Hondajet Elite II


A certificação permite que o Elite II seja registrado e opere oficialmente no país.


O modelo possui alcance máximo IFR NBAA anunciado de 1.547 milhas náuticas e incorpora melhorias de desempenho, conforto e automação.


Entre os recursos está o autothrottle, que auxilia no gerenciamento automático da potência dos motores.


A aeronave continua sendo comercializada no Brasil pela Lider Aviação, representante autorizada da HondaJet.


Segundo a companhia, incluindo a nova venda, a Lider já apoiou nove entregas de HondaJet no Brasil desde 2017.



Cirrus levou o Vision Jet G3 e nova geração SR22



A Cirrus Aircraft também aproveitou a LABACE 2026 para mostrar a evolução de seus produtos.


A fabricante apresentou o Vision Jet Generation 3, além dos SR22T G7+ e SR22T G7.


O Vision Jet G3 recebeu uma cabine redesenhada e novos recursos destinados a melhorar conforto, conectividade e segurança.

LABACE 2026: Cirrus Vision Jet Gen 2, registro N311UM em exposição no Campo de Marte, em São Paulo


Já a família SR trouxe entre seus destaques o Safe Return Emergency Autoland, sistema que permite o pouso automático de emergência da aeronave em determinadas situações.


A presença desses sistemas na aviação geral mostra como a automação avançada está deixando de ser exclusiva dos segmentos mais sofisticados da aviação executiva.



Segurança de voo ganhou espaço antes da abertura



Um dos eventos mais relevantes da programação paralela ocorreu ainda antes da abertura oficial da LABACE.


No dia 3 de agosto, véspera da feira, a ABAG promoveu o 2º Encontro de Segurança de Voo, no Campo de Marte.


O evento teve como foco fatores humanos, saúde mental e segurança operacional, especialmente em operações com apenas um piloto a bordo.


Entre as iniciativas apresentadas esteve o ABAG Valorizando a Vida (AVV), programa criado para apoiar pilotos durante o planejamento e execução das operações.


A proposta parte de uma constatação importante: em operações single pilot, o profissional pode acumular funções relacionadas ao planejamento, meteorologia, logística, abastecimento e preparação da aeronave.


Reduzir a carga de trabalho e melhorar a organização operacional também é uma forma de aumentar a segurança.



FlightSafety completa 75 anos



A LABACE 2026 também serviu como palco para uma celebração histórica da FlightSafety International.


A empresa completou 75 anos como uma das principais referências mundiais em treinamento para pilotos e tripulações.


A TAM Aviação Executiva, representante da FlightSafety no Brasil desde 2003, realizou uma homenagem durante o evento.


A cerimônia reuniu executivos das duas empresas e reforçou a importância da formação continuada em um setor no qual aeronaves e sistemas se tornam cada vez mais complexos.



Nem todos os grandes fabricantes estiveram na exposição estática



A configuração da LABACE 2026 também chamou atenção por aquilo que não estava no pátio.


Embraer, Dassault e Gulfstream não levaram aeronaves para a exposição estática da edição de 2026, enquanto participavam de outro importante evento do calendário aeronáutico brasileiro, o Catarina Aviation Show.


A ausência não diminuiu a dimensão da LABACE, mas mudou a composição da exposição.


Ao mesmo tempo em que alguns fabricantes optaram por concentrar sua presença em outros eventos, a edição de 2026 recebeu novamente a Bombardier, que retornou à exposição estática com o Challenger 3500.


Essa movimentação revela como o calendário brasileiro de aviação executiva está cada vez mais competitivo e como os fabricantes podem adotar diferentes estratégias para apresentar seus produtos aos clientes.



O que a LABACE 2026 revelou sobre a aviação de negócios?



Mais do que contar quantas aeronaves estavam estacionadas no Campo de Marte, a LABACE 2026 permitiu observar para onde está caminhando a aviação de negócios brasileira.


A primeira tendência é clara: o mercado está crescendo.


A frota chegou a 11.362 aeronaves e a movimentação deve ultrapassar 1,2 milhão de pousos e decolagens em 2026.


A segunda é a expansão da infraestrutura de suporte.


Daher e TAM, por exemplo, anunciaram ou apresentaram novas estruturas de manutenção e atendimento.


A terceira é a automação.


HondaJet, Cirrus, Cessna e Daher demonstraram diferentes aplicações de sistemas que reduzem a carga de trabalho dos pilotos e aumentam a consciência situacional.


A quarta é a conectividade.


A aviação executiva já não vende apenas velocidade e conforto. Conectividade de alta velocidade, sistemas digitais e integração de dados passaram a fazer parte da experiência de viagem.


A quinta é a consolidação do Brasil como mercado estratégico.


A presença de fabricantes internacionais e o número de aeronaves comercializadas durante a feira demonstram que existe demanda real para produtos de diferentes categorias.



Da exposição de aeronaves ao ecossistema da aviação



Talvez essa seja a principal transformação percebida por quem acompanha a LABACE há muitos anos.


A feira deixou de ser apenas um grande estacionamento de aeronaves executivas.


Hoje, uma aeronave exposta representa apenas uma parte de uma cadeia muito maior.


Por trás de um jato existe manutenção, treinamento, peças, combustível, hangaragem, seguro, gerenciamento, conectividade, pilotos, infraestrutura aeroportuária e uma série de serviços especializados.


O crescimento da frota brasileira cria demanda para todos esses setores.


E a LABACE 2026 deixou isso evidente.



Um olhar de quem acompanha a LABACE desde 2010



Para MAIS QUE VOAR, existe ainda uma dimensão histórica nessa cobertura.


Desde 2010, o portal acompanha a LABACE presencialmente.


Isso permite observar mudanças que não aparecem em um release ou em uma fotografia isolada.


Em 2010, a feira ainda acontecia em Congonhas.


Em 2026, o Campo de Marte recebeu 17.200 visitantes e uma indústria muito mais tecnológica e diversificada.

LABACE 2026: no Campo de Marte, em São Paulo


A evolução também pode ser percebida nas aeronaves.


Ao longo desses anos, gerações inteiras de jatos, turboélices e helicópteros passaram pela exposição.


Modelos que em determinada época eram considerados os grandes lançamentos foram posteriormente substituídos por aeronaves mais eficientes, conectadas e automatizadas.


Hoje, recursos como autothrottle, Emergency Autoland, aviônicos touchscreen de grande formato, conectividade via satélite e sistemas de assistência ao piloto fazem parte da nova realidade da aviação de negócios.


É justamente essa transformação que o MAIS QUE VOAR vem registrando desde 2010.



LABACE 2027 já tem data



O sucesso da edição de 2026 já abriu espaço para a próxima.


A LABACE 2027 será realizada entre os dias 3 e 5 de agosto de 2027, novamente no Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo.


Segundo a organização, empresas já começaram a reservar seus espaços para a próxima edição ainda durante a feira de 2026.


O movimento indica confiança na continuidade do crescimento.



O futuro já está no pátio



A LABACE 2026 terminou, mas o que ficou no Campo de Marte vai muito além das aeronaves que decolaram depois do encerramento.


Ficaram os números de um mercado em expansão.


Ficaram novos modelos chegando ao Brasil.


Ficou o retorno da Bombardier à exposição estática.


Ficaram os negócios fechados pela TAM Aviação Executiva.


Ficou a nova geração TBM 980.


Ficou a certificação brasileira do HondaJet Elite II.


Ficaram novas soluções de automação, conectividade e segurança.


E ficou a certeza de que a aviação de negócios brasileira está entrando em uma fase diferente daquela observada quando MAIS QUE VOAR começou a acompanhar a LABACE, em 2010.


A feira cresceu porque o mercado cresceu.


E, em 2026, essa evolução ficou visível em cada detalhe do Campo de Marte.


Para MAIS QUE VOAR, acompanhar a LABACE é também preservar a memória dessa transformação.


Desde 2008, o portal registra histórias, aeronaves, pessoas e acontecimentos que ajudam a contar a evolução da aviação.


A LABACE 2026 foi mais um capítulo dessa história.


E o próximo capítulo já tem data marcada: de 3 a 5 de agosto de 2027.



LABACE 2026 — principais números



Evento: LABACE – Latin American Business Aviation Conference & Exhibition
Edição: 21ª
Data: 4 a 6 de agosto de 2026
Local: Aeroporto Campo de Marte, São Paulo
Público: 17.200 visitantes
Crescimento: 23% sobre 2025
Negócios estimados: aproximadamente US$ 200 milhões
Frota brasileira: 11.362 aeronaves
Projeção de movimentos em 2026: mais de 1,2 milhão de pousos e decolagens

Próxima edição: 3 a 5 de agosto de 2027


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